sábado, 21 de novembro de 2009

Maravilha,


é trabalhar ao lado deles!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

triste esta solidão,
causa essa desritmia no coração.
como era bom sentir o cheiro desses seus cabelos,
gostosa sensação.
tentei achar o mesmo,
às vezes andando pelas ruas
sinto ainda esse cheiro...
e quando ele invade o sensível ofato,
todo ritmo acelera, dá calor no corpo, parece chama, por instântes ele volta a viver.
mas é rápida sensação,
e depois de virar a esquina, volta a tal da solidão.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Solidão, não é a ausência de alguém.

Solidão é mais do que isso.

Medo, não é a ausência da coragem.

Coragem é ousadia, força.

Tristeza, não é a falta de felicidade.

Felicidade, é momentânea.

tudo tem a sua analogia, é análogo.
Tudo é semelhante.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

aos dias doirados.

São quase seis horas da manhã, e eu me levanto vagarosamente. Abro a janela e nem raiou o dia, é sempre assim; ponho água no fogo para preparar o café e depois de adoçá-lo vou até a varanda ver o sol nascer. Dessa vez não.

Acordei e ainda estava escuro, fiz a mesma rotina, mas o sol não nascia, quando eu vi já não era mais dia. Há quem não me entenderá, por que não sou o tipo de pessoa que perde a hora, pelo contrário, sou pontual. e estranho o telefone não tocar, ninguém me chamar, não me procurarem, de sábado para domingo, não fui em festa ou coisa assim, não sou da noite sou do dia. estranho acontecimento que aconteceu, abri a porta para pegar o jornal e a notícia da capa dizia: "Adeus sol", eu não entendi e liguei para o mesmo telefone que sempre ligo e afirmaram: "Adeus Sol", meu ritual de acordar no escuro para ver ele nascer não aconteceria mais, e meu desespero foi tamanho, que eu me perdi e não sabia por onde começar aquele novo começo ou fim, o que eu iria fazer sem ele o meu companheiro diariamente matinal, já que é ele quem alegra os meus dias, pois quando ele surge eu fico eufórica, por que ele me traz energia, escuto o barulho dos pássaros também na mesma euforia, as andorinhas não voavam mais. Foi daí que comecei a ouvir uma música do Tom Jobim, não era "águas de Março" nem mesmo "anos dourados", era "fotografia", era meu rádio relógio me despertando, pois quando olhei eram cinco da manhã e tudo foi apenas um sonho, e na mesma rotina vi o sol que foi surgindo na minha frente vagarosamente, assim como eu, vagarosa ao acordar.

sábado, 31 de outubro de 2009

sábado, 24 de outubro de 2009

"E se você puder me olhar, se você quiser me achar,
e se você trouxer o seu lar...
eu vou cuidar eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim.
eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele.
eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar e de você e de mim."

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O lado negro gato.

Não me chame pelo meu nome, eu não pertenço mais a ele.
agora eu quero ser outra. Outra!
Eu não atendo mais os mesmos telefones, e se me ligam eu desligo, na cara.
eu não suporto mais sentir o cheiro todos os dias ao meio-dia da carne de panela que a vizinha cozinha, me dá ânsia. Eu não quero mais sorrir por que eu não sou simpática, eu não quero mais ouvir por que estou cansada. Eu tiro a minha roupa antes de dormir com raiva, por que elas me prendem, e no momento eu procuro a liberdade, tento ficar nua por mais tempo que eu puder, ando pela casa e abro todas as janelas por que assim sinto todos meus sentidos. Eu acredito na minha mentira e cada vez minto mais. eu gosto de mentir, gosto de ver as pessoas acreditando naquilo que só eu sei que é mentira, mas eu minto tão bem que eu acredito na minha própria mentira e isso me dá prazer. Eu ando mascarada por alguns lugares, mas vejo que não sou só eu. Eu sou egoísta quero as minhas coisas só pra mim, eu não gosto de dividir. Também sou territorialista, não deixo invadirem o meu espaço sem antes eu abrir mão, às vezes não faço.
Gosto de falar sozinha para falar comigo mesma, e se eu vejo que alguém percebe fico envergonhada. São poucas as coisas que eu não gosto, mas se eu não gosto, eu simplesmente não gosto, eu odeio. Eu odeio encontrar a minha vizinha no corredor quando saio para trabalhar de manhã, ela quer conversar e odeio os assuntos dela, fico monótona na descida do elevador. E quando subo a rua não gosto de olhar as pessoas que ficam me observando, eu gosto da volta pra casa pela madrugada quando a rua está vazia e eu não vejo ninguém, só escuto os gemidos dos gatos transando, por que assim como eles sou noturna também.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Vou até o fim!

Se acaso eu ficar, é por que o desejo foi maior.
Às vezes eu tento negá-lo, uma indecisão inquieta que ronda a minha mente, em ficar ou ir em frente. Isso é coisa do Karma, o fato é que só se transforma quando a mente inquieta opta por tal transformação, e acontece. A melhor maneira de entender a vida é vivendo, e para que as coisas aconteçam, é preciso também não só se pensar no resultado final que irá obter, mas no resultado momentâneo de que se têm. São ensinamentos que vamos absorvendo com o tempo, é preciso saber ouvir.
No momento não há nada definido, é por que penso demais, e acho estranho entender como a vida é cheia de relações...a consciência me dá medo. Mas medo maior é esperar por algo e não se ter retorno. Então para se ter equilíbrio, precisa-se do lado positivo e do negativo, se às vezes se sente feliz demais ou triste demais, é o Karma da vida, por que não só na minha, como na sua, vivemos esse estado de emoção, até o fim.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Artista tem por Obrigação Por pra Fora.


...uma frase de Márcia e Nátalia, falando sobre a arte.

ainda não.

Eu já falei, eu já quebrei, eu já perdi, eu já rezei.
Eu já tremi, eu já sorri, eu já chupei, eu já briguei.
Eu já sofri, eu já vivi, já presenciei.
Eu já corri, eu já abri, eu já mordi, eu já arrepiei.
Eu já comi, eu já pedi, eu já alucinei.
Eu já atendi, eu já escrevi, eu já parti, eu já voltei.
Eu já falei, eu já mudei:
talvez por que eu já quis....

(na verdade eu JÁ Fui mas sem saber se fui...)

ou talvez, ainda não.

(Natália)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

palavras de um grande amigo meu.

"sabe Ná...percebi uma coisa muito louca....a diferença entre amor e paixão,

amor é aceitação do outro, independencia...

paixão é apego...dependencia, condicional"

domingo, 13 de setembro de 2009

Eu quero fugir e não perder mais tempo.
mas eu quero me perder pra fugir do tempo.


"As coisas tem vida própria"
"Tudo é questão de despertar a sua alma"
(Cem anos de solidão)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Eu tentei convencê-lo de que era o rapaz mais bonito da praia,

mas ele nem me deu bola.
Dar tempo ao tempo,cheiro de terra molhada,pôr do sol na praia,andar descalço, cheiro que remete a uma lembrança,não ter pressa,falar uma frase ao mesmo tempo,chorar de tanto rir,dançar até cansar,experimentar o novo,mudar de opnião,ter um conceito depois de outro (pré) conceito,entrar na cachoeira,esquentar o corpo,molhar a cabeça,cantar uma música que goste,sentir paixão (platônica),não ter medo do não,sentir o beijo/desejo, compreender o outro,saber perdoar,ter compaixão,dar o melhor de si,lutar pelo o que mais quer, assistir um bom filme, ficar com água na boca,saber entender a tristeza,controlar a ansiedade,amar sem medo de amar, até o fim.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

doce (encontro) bom.

Sentada, ela observa a mesa ao lado.
Ele senta com a bandeja na mão, um homem gordo.
Ela, uma mulher magra.
Fingindo estar lendo (ela), mas não concentrava-se em seu livro.
Passou a observar também e tentar ler (ele), a mente dela.
Opostos.
Ele sorriu olhando para os olhos dela.
Ela desviou o olhar, ao olhar pra (ele) e perceber que (ele) estava vibrado nela.
Ele ficou envergonhado, por que se sentiu rejeitado, abaixou a cabeça.
Ela se sentiu amada, por que se ficou desejada, levantou a cabeça.
Ele achou que havia ocorrido um encontro.
Ela não o aceitou, e preferiu o desencontro.
Ele levantou se.
Ela se virou.
Ele comeu mais um doce.
E ela..ah! ela morreu de vontade, e não provou (dele).

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O Cinema Falado

Por que depois de beijar Kathy.

Ele canta na chuva.
(Singin in the rain)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Meneghetti

diz que faz vontade
arde essa cidade
tinha pimenta?
senão num adianta
enquanto se empanturra
estou ali pelo samba
o mesmo que da outra vez
a nós, inflama
faltou tu somente
nem-te-vi: ouvi
mas até aí
isso é passarinho qui canta.
(Poesia de Caco Pontes para Natália)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

pela madrugada.

Impulsiva, não consigo controlar minhas emoções.
ontem a noite eu chorei.
sentia as minhas lágrimas, escorrendo pelas bochechas, pelo meu maxilar, pelo pescoço, até chegar no meu peito.
Meu corpo estava muito quente, e as minhas lágrimas frias.
Chovia,
era madrugada, eu reabri as janelas, para o vento entrar.
arrepiei, suspirei.
Eu estava nua, sentada na minha cama, observando a rua, da janela do meu quarto, que fica no alto.
Apaguei a luz, meus cílios ainda molhados e meus olhos inchados, vermelhos,
o meu corpo foi se acalmando, voltando a temperatura.
a chuva parou, e deixou o chão da rua e os telhados das casas molhados, fiquei ouvindo os gotejos na minha janela.
já era quase dia,
fechei a cortina, e me deitei.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

sonhoenquantodurmo ou durmoenquantosonho?

Prefiro dormir, por que enquanto durmo a realidade não convém.
Durmo por que posso sonhar, e sonhando eu vou além:
eu chego no céu.
eu caminho na estrada deserta.
eu nado na imensidão do mar, no mais profundo.
consigo ver nitidamente uma pessoa que não vejo.
sinto que estou caindo em um abismo mas o chão nunca chega.
vivo em um filme, tipo 007.
já fui até a lua, e é incrível.
chego muito próximo daquilo que me dá mais medo, e perco-o.

Acordo, porque tenho que acordar.
Por que a vida eu tenho que levar, e a vida é bonita, mas é tão bonita, que eu vou aproveitar.
ah que preguiça de levantar.
a realidade me convém.
os meus sonhos deixei ali.
mas dormir eu prefiro,
por que assim é que realmente eu me sinto.
feliz.

domingo, 9 de agosto de 2009



Ganhei e aprendi a andar de bicicleta (sem rodinhas) com ele, lembro da paciência em ficar a tarde inteira, entre tombos, ralando o joelho, e ele corria até mim para me levantar do chão na calçada, da rua do Lirismo, na Moóca, onde eu passava grandes finais de semana com meus primos, até eu conseguir me equilibrar nas duas rodas, e eu consegui. aprendi a gostar de jogar bola com ele (e gosto até hoje); aprendi a empinar pipas, fazer rabióla, mas a minha pipa não tinha cerol só a do meu primo que ficava cortando a pipa dos meninos da outra rua e ficava protegendo a minha para não cortarem, nos domingos a tarde. Aprendi a pescar, andar de patins, o modelo antigo e o mais novo, jogávamos vídeo game, super nintendo, e foi ele que me deu. tinha ataques de riso a noite, quando estávamos deitados, porque ele ficava me contando histórias engraçadas e eu acordava a minha avó e minha tia porque não conseguia parar de rir, a noite eu tinha medo de ir ao banheiro sozinha e ele me levava até lá, me esperava na porta e voltávamos para o quarto. Iamos comprar roupas, digo que é o melhor companheiro. Beber um copo de vinho quando se é criança para acompanhar o seu pai na cerveja, eu que pedia. Em um natal com o meu primo, tinhamos uns nove anos, quase matamos uma garrafa de champangne, e ele não nos puniu, bebeu com a gente também, levar eu e o Diego para almoçar e jantar e fazer "cachorro louco" (melhor nem comentar...) e eu ficava nervosa. Andar na garupa da moto dele, ter medo da luva que ele usava na moto. ter cabelos lisos, olhos puxados, ter um ar de ironismo, meu lado dramático, poder dizer que já tive raiva, resolvi não falar mais, mas depois perceber como é importante a presença de pai na vida da gente, ele representa o lado social da vida, meu pai representou muitas coisas pra mim, ele é a única pessoa que eu consigo ouvir de verdade. E depois de alguns anos quando a vida vai esclarecendo as verdades, hoje consigo entender meu pai, e como eu sempre digo não importa o que já se foi, passado é passado, mas eu sei que sempre que eu precisar ele deixará uma luz acesa para mim. Feliz dia dos pais, ao meu pai, Antonio Carlos Pavan, meu Toninho.
Foi inesperado, mas que delícia passar o dia ao seu lado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

às vezes é bom.

às vezes é bom.

poder explodir.
querer transbordar.
falar sem parar.
chorar.

às vezes é bom.

manter um abraço.
viver sem pecado.
dar seu recado.
contemplar.

às vezes é bom.

dormir a tarde inteira.
ascender a fogueira.
olhar a lua cheia.
festejar.

às vezes é bom.

ficar de bobeira.
por na peneira.
não dormi a noite inteira.
deixa pra lá.

às vezes é bom.

Saber perdoar

e é sempre bom.
mas bom mesmo é aqueles que podem voar.
Free.

(Natália)

A Menina.

O sol demorou para se pôr.
A luz do dia estava forte, refletia em alguns pontos da rua, doirava as folhas das árvores.
A menina percebeu o quanto os passarinhos cantavam, era fim de tarde.
Sentada na porta de sua casa, observava que as pessoas estavam felizes, resolveu dar "oi",
para todos que passavam, alguns respondiam outros não...
Do outro lado da rua um cachorro de pêlos brilhantes, pela luz do sol, chamou a atenção daquela menina, os dois se fitaram.
A menina de cabelos finos e longos, soltos, onde o vento não deixava-os no lugar, e ela vibrada naquele cachorro, tirava o cabelo do rosto com um gesto apressado e agressivo, ela não conseguia parar de fitá-lo.
O cachorro sentou, mas não parou de olha-la também.
Os passarinhos que ela ouvia, vagarosamente foram abaixando o tom da cantoria.
Ela não podia atravessar a rua, sem permissão da sua mãe, ou da irmã mais velha que podia acompanhá-la, mas nem sempre fazia. Ela não podia se aproximar do cachorro, ela não quis chamá-lo até o seu encontro.
Escureceu.
A mãe dela chegou, pegou a no colo, e por alguns segundos ela desviou o olhar do cachorro, e ele foi embora, e nunca mais se quer voltou, para ver a menina.

sábado, 1 de agosto de 2009

Mas se a vida é a arte do encontro, por que há tanto desencontro pela vida?