segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Meneghetti

diz que faz vontade
arde essa cidade
tinha pimenta?
senão num adianta
enquanto se empanturra
estou ali pelo samba
o mesmo que da outra vez
a nós, inflama
faltou tu somente
nem-te-vi: ouvi
mas até aí
isso é passarinho qui canta.
(Poesia de Caco Pontes para Natália)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

pela madrugada.

Impulsiva, não consigo controlar minhas emoções.
ontem a noite eu chorei.
sentia as minhas lágrimas, escorrendo pelas bochechas, pelo meu maxilar, pelo pescoço, até chegar no meu peito.
Meu corpo estava muito quente, e as minhas lágrimas frias.
Chovia,
era madrugada, eu reabri as janelas, para o vento entrar.
arrepiei, suspirei.
Eu estava nua, sentada na minha cama, observando a rua, da janela do meu quarto, que fica no alto.
Apaguei a luz, meus cílios ainda molhados e meus olhos inchados, vermelhos,
o meu corpo foi se acalmando, voltando a temperatura.
a chuva parou, e deixou o chão da rua e os telhados das casas molhados, fiquei ouvindo os gotejos na minha janela.
já era quase dia,
fechei a cortina, e me deitei.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

sonhoenquantodurmo ou durmoenquantosonho?

Prefiro dormir, por que enquanto durmo a realidade não convém.
Durmo por que posso sonhar, e sonhando eu vou além:
eu chego no céu.
eu caminho na estrada deserta.
eu nado na imensidão do mar, no mais profundo.
consigo ver nitidamente uma pessoa que não vejo.
sinto que estou caindo em um abismo mas o chão nunca chega.
vivo em um filme, tipo 007.
já fui até a lua, e é incrível.
chego muito próximo daquilo que me dá mais medo, e perco-o.

Acordo, porque tenho que acordar.
Por que a vida eu tenho que levar, e a vida é bonita, mas é tão bonita, que eu vou aproveitar.
ah que preguiça de levantar.
a realidade me convém.
os meus sonhos deixei ali.
mas dormir eu prefiro,
por que assim é que realmente eu me sinto.
feliz.

domingo, 9 de agosto de 2009



Ganhei e aprendi a andar de bicicleta (sem rodinhas) com ele, lembro da paciência em ficar a tarde inteira, entre tombos, ralando o joelho, e ele corria até mim para me levantar do chão na calçada, da rua do Lirismo, na Moóca, onde eu passava grandes finais de semana com meus primos, até eu conseguir me equilibrar nas duas rodas, e eu consegui. aprendi a gostar de jogar bola com ele (e gosto até hoje); aprendi a empinar pipas, fazer rabióla, mas a minha pipa não tinha cerol só a do meu primo que ficava cortando a pipa dos meninos da outra rua e ficava protegendo a minha para não cortarem, nos domingos a tarde. Aprendi a pescar, andar de patins, o modelo antigo e o mais novo, jogávamos vídeo game, super nintendo, e foi ele que me deu. tinha ataques de riso a noite, quando estávamos deitados, porque ele ficava me contando histórias engraçadas e eu acordava a minha avó e minha tia porque não conseguia parar de rir, a noite eu tinha medo de ir ao banheiro sozinha e ele me levava até lá, me esperava na porta e voltávamos para o quarto. Iamos comprar roupas, digo que é o melhor companheiro. Beber um copo de vinho quando se é criança para acompanhar o seu pai na cerveja, eu que pedia. Em um natal com o meu primo, tinhamos uns nove anos, quase matamos uma garrafa de champangne, e ele não nos puniu, bebeu com a gente também, levar eu e o Diego para almoçar e jantar e fazer "cachorro louco" (melhor nem comentar...) e eu ficava nervosa. Andar na garupa da moto dele, ter medo da luva que ele usava na moto. ter cabelos lisos, olhos puxados, ter um ar de ironismo, meu lado dramático, poder dizer que já tive raiva, resolvi não falar mais, mas depois perceber como é importante a presença de pai na vida da gente, ele representa o lado social da vida, meu pai representou muitas coisas pra mim, ele é a única pessoa que eu consigo ouvir de verdade. E depois de alguns anos quando a vida vai esclarecendo as verdades, hoje consigo entender meu pai, e como eu sempre digo não importa o que já se foi, passado é passado, mas eu sei que sempre que eu precisar ele deixará uma luz acesa para mim. Feliz dia dos pais, ao meu pai, Antonio Carlos Pavan, meu Toninho.
Foi inesperado, mas que delícia passar o dia ao seu lado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

às vezes é bom.

às vezes é bom.

poder explodir.
querer transbordar.
falar sem parar.
chorar.

às vezes é bom.

manter um abraço.
viver sem pecado.
dar seu recado.
contemplar.

às vezes é bom.

dormir a tarde inteira.
ascender a fogueira.
olhar a lua cheia.
festejar.

às vezes é bom.

ficar de bobeira.
por na peneira.
não dormi a noite inteira.
deixa pra lá.

às vezes é bom.

Saber perdoar

e é sempre bom.
mas bom mesmo é aqueles que podem voar.
Free.

(Natália)

A Menina.

O sol demorou para se pôr.
A luz do dia estava forte, refletia em alguns pontos da rua, doirava as folhas das árvores.
A menina percebeu o quanto os passarinhos cantavam, era fim de tarde.
Sentada na porta de sua casa, observava que as pessoas estavam felizes, resolveu dar "oi",
para todos que passavam, alguns respondiam outros não...
Do outro lado da rua um cachorro de pêlos brilhantes, pela luz do sol, chamou a atenção daquela menina, os dois se fitaram.
A menina de cabelos finos e longos, soltos, onde o vento não deixava-os no lugar, e ela vibrada naquele cachorro, tirava o cabelo do rosto com um gesto apressado e agressivo, ela não conseguia parar de fitá-lo.
O cachorro sentou, mas não parou de olha-la também.
Os passarinhos que ela ouvia, vagarosamente foram abaixando o tom da cantoria.
Ela não podia atravessar a rua, sem permissão da sua mãe, ou da irmã mais velha que podia acompanhá-la, mas nem sempre fazia. Ela não podia se aproximar do cachorro, ela não quis chamá-lo até o seu encontro.
Escureceu.
A mãe dela chegou, pegou a no colo, e por alguns segundos ela desviou o olhar do cachorro, e ele foi embora, e nunca mais se quer voltou, para ver a menina.

sábado, 1 de agosto de 2009

Mas se a vida é a arte do encontro, por que há tanto desencontro pela vida?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O ceú estava todo estrelado, não precisava nem de lanterna, nem lampião, muito menos vela.
A lua começava a surgi, la no infinito do mar, no horizonte. cada vez ia subindo mais. ela ficou amarela.
o barulho das ondas se quebrando... Resolvemos entrar no mar para nadar junto com os planctons, o corpo ficava todo iluminado, alguns boiavam para ver a lua e um bilhão de estrelas no céu, eu boiava também. Alguns saíram da água outros ficaram um pouco mais. A areia ainda estava fofa e quente, o vento forte da brisa do mar, dava um arrepio gostoso.
Da casa vinham trazendo o violão, a pipoca e o vinho para a areia, fizemos uma roda em torno de uma fogueira que já estava sendo preparada desde o fim da tarde.
Eu ainda estava encantada com os planctons, e fiquei no razinho só com os pés na água.
A fogueira foi acesa alguns saiam do mar para se aquecer, outros ainda boiavam, alguns sentaram em volta da fogueira, outros ficaram de pé e dançavam, o violão começou a emitir as suas primeiras notas...

Continua....

sábado, 25 de julho de 2009

Decido transformar,
até hoje eu vivo em um conto, que eu conto que eu canto.
transparência, recorrente ao passado que cresci.
Impulsiva, decorrente dos astros desse mundo, meu.
Liberdade, não descarto jamais, mas há ainda muito o que conquistar, conquisto.
Tento descobrir uma matéria, eu.
Convoco o passado, mas com foco, já estou focando lá.
Perder tempo? mas o tempo é meu, só meu.
prefiro viver sonhando.
Gosto de coisas novas, renovo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

FABINHO A MÚSICA QUE VOCÊ ME MANDOU...LENINE É FODA NÉ?ADOREI!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mãeeeeee olha a nossa música!

segunda-feira, 13 de julho de 2009


Inesquecível!

Acordei chamando pela minha mãe, era meu dia de folga, era sábado.
Ela entrou no meu quarto e eu perguntei se estava sol, ela respondeu que não, que chovia e estava frio.
Fiquei o dia inteiro dentro de casa, amigos me ligavam pra sair, mas eu estava com muita preguiça. Acabei saindo, liguei para o Vitinho e ele estava com a Andréia (prima dele) na casa dele, me chamou para ir lá tomar um vinho, como fazemos eventualmente. Enrrolei, mas acabei indo.
Me encontraram no mercado e compramos dois vinhos: Los Cardos/ Malbec, e um pacote de salgadinho.
Sentamos na mesa, abrimos o vinho, e o salgadinho enchemos as taças. Levei para o Vitinho ouvir o cd do Murá, ouvimos. Casualidade para o momento, cd do Murá, vinho salgadinho, boa conversa. Até que o Vitinho sugeriu para brincarmos de algo...
Já sei respondi, a brincadeira "dos personagens", você escolhe um personagem para mim e eu tenho que advinhar, e vice-versa. Nessa brincadeira tinha: Simonal, Vera Ficher, "popay", Hitller, Michael Jackson, Rolling Stones, J Travolta, Chapplin (adorei déia), Raul Seixas, manda-Chuva, Rita Lee entre outros...
Intervalo de jogo, saímos para comprar cigarro, voltamos e continuamos, resolvi colocar outro som: Maira Andrade, muito boa essa cantora, ela é de Cabo Verde.
Conversas, risadas e resolvemos ligar para o Luis. Eu já sabia que ele estava em um casamento no Hotel Iunique. Tentamos convencê-lo de vir ao nosso encontro, falávamos com ele no viva voz do celular do Vitinho, e então´perguntamos como estava lá ele disse uma caretice, mas tem muita bebida, muita comida. Brincamos, agente vai para aí hein!
Vem, vem ,vem...Ai mas tem que ter convites. (Ficou no ar...)
Não tinhamos convites, o Vitinho levantou impulsivo, e disse: Vamos! vou pegar dois vestidos da minha mãe, e vou la me trocar, esse é pra déia e esse é sua cara . O da , era curto, com decote meio bege com tiras pretas, junto com uma faixa, o meu era longo rsrs, preto de veludo na parte de cima e roxo na parte de baixo, eu nem tirei a calça. Eu ria mas ria tanto com aquele momento, que fiquei sem ar. Nós três entramos em uma piração de aparecer no casamento e começamos a comfabular histórias para entrarmos lá, como: "Saímos de Alfaville, e esquecemos os convites..." ou Até mesmo: "Essa é minha irmã e minha mulher viemos ara o casamento do Marcelo". Não lembrávamos o nome da mulher dele (a noiva) que o Luis havia falado.
Em quinze minutos estávamos prontos, genial. Eu e a déia fomos nos maquiar no banheiro. Terminamos de beber o vinho, colocamos a ultima música "Let´s Get It On".
Chegamos, entra por aqui mesmo, era contra mão, mas entramos. Vimos um aglomerado de seguranças, é ali, é ali. paramos o carro da e rapidamente, meio perdidos; o Vitinho foi para o outro lado, assim bem perdidos mesmo, e meio nervosos com aquilo, adrenalina. No carro dizíamos: "O máximo que pode acontecer é voltarmos pra casa..." Mas não voltamos, entramos. Descemos aquela escada rolante, um labirinto, foi tudo muito rápido, chegamos, avistei o Luís.
A cara dele quando nos viu foi: "Não acredito que vocês estão aqui, são vocês?...", espantado já levou a gente para beber Veuve Clicqout. Caímos nas pistas, Eu, Vitinho, e Luis, agente se abraçava, dançava, cantava, cada um com uma taça de champanhe na mão, brincávamos e riamos, riamos.
Na hora de ir embora eu peguei tantos casadinhos, que eu e o Vitinho demos para algum daqueles seguranças que estavam de pé na entrada.
Chegou nosso carro! fechamos a porta e rimos, contamos os momentos, tudo aquilo tinha dado certo.
Saímos com sorrisos no rosto, felizes.
Foi inesquecível.

sábado, 11 de julho de 2009


Todo carnaval tem seu fim.
(Cunha)

Momentos,
são assim...
inesquecíveis.

Brincar e rir,
travessuras, e
aventuras.



Risadas...


Grandes amigas.
Que lugar inesquecível.


Foram ver o mar.

Ela esperava ansiosamente, não sei bem o que.
Estava ansiosa, inquieta, pressentia que algo iria acontecer, e a ansiedade não passava.
Frio na barriga, ficou gelada, os pêlos se arrepiaram, o barulho daquele lugar ficou mais externo, ouvia a sua respiração, e a batida do meu coração acelerar.

Foi até o balcão pegar uma bebida, não queria beber. Mas por um segundo teve uma reação impulsiva. Pediu uma cerveja: "-Pode ser Bohemia mesmo, obrigada!".
Esperou um tempo para se virar, abriu a cerveja deu um gole (agora estava um pouco mais calma), e virou-se. Ele já não estava no mesmo lugar, o mesmo do qual a olhava, e ela fingia que não o via.
Começou a procurar loucamente, sua cabeça se mexia para todos os lados e seus olhos olhavam ao todo, sem se fixar em algo, relaxou. Por um momento ficou triste: "Mas cadê ele?!" pensou.

Eles já se conheciam, mas só de olhares, que por acaso, acabavam caindo no mesmo lugar, amigos em comum, mas sem coragem (ambos) de se chamarem...dessa vez ele foi:

- Oi. (a voz dele)
As pernas estavam bambas, o coração ia sair pela boca, ficou gelada novamente.
Sorriu, e sentia as bochechas tremerem, vermelha, respondeu:
- Oi.
- Eu não conhecia esse lugar.
- É nem eu...mas achei bem legal.
- Você ta sozinha?

Era óbvio que não, mas essa pergunta tinha um duplo sentido.
- Sozinha em que sentido? perguntou ironicamente.

Ele riu, abriu um sorriso, que a deixou mais vermelha ainda, sentiu deu calor.
-Ai ai morena, eu te quero só pra mim.

Fez charme. Mudou de assunto.
- Gosto muito dessa música!
- Quer dançar?
- Hmmm, quero!

Pegou na mão dela e a conduziu para o salão, virou-se para ela, envolveu a cintura dela em seus braços, e conduziu a cabeça dela próxima ao seu peito. Aquele momento era deles. Ao som de Ray Charles, perfeito. Ela tirou a cabeça do peito dele e olhou fixamente para os olhos dele, ele a olhou sorriu, e vagarosamente foi aproximando seus lábios aos lábios dela. E bem perto perguntou para ela:

- Posso?

-hmhum, pode.

Sem juízo eles saíram daquele salão escuro, ele a convidou:

- Vamos ir ver o mar?

- Ver o mar? Mas agora?!!...

- Já, te levou para ir ver o mar. Quer ir?

Ela se deixou ir, fechou os olhos, meu Deus!

Se amaram.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Meu Caro Amigo



Em 1969 no auge da ditadura militar no Brasil,Chico Buarque auto se exilou para Itália, ao retonar para o Brasil se tornou um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização no Brasil.
"Mas o que quero é te dizer que a coisa aqui ta preta"

Cabide





Se eu fingir e sair por ai na noitada me acabando de rir.
Se eu disser que não digo e não ligo o que vi,
Só vou aprontar.
É que eu sambo direitinho assim bem miudinho,
e você não sabe acompanhar.
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar...
Ninaaaaaaaaaaaaaaaa

SUCO DE MANGA

Nina e Soninha
Natália, Aninha, Taís e Jamila.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quero Dançar com você.
Dançar com você.
Quero Dançar com você...

Gosto De Andar De Ônibus.

Andar de ônibus, pode te levar para lugares diferentes.
O ônibus por ser um transporte coletivo, reune pessoas diversas.
Você se senta ao lado de uma pessoa que nem se quer conhece, mas pode passar a conhecê-la por alguns instantes, caso ela puxe assunto ou não, ou se você acaba puxando.
Estar dentro de um ônibus, te leva não só fisicamente para algum lugar, como até espiritualmente, digo: Ali você vive uma outra história, não só a sua, como estar dentro do seu quarto, mas eu enfatizo o ônibus por que nem sempre você quer ouvir alguém falando ao seu lado, ou escutando uma música chata alta no celular...
E eu diariamente vivo várias estórias quando pego ônibus. Gosto de sentar na frente.
Outro dia Quando eu estava indo trabalhar, haviam três mulheres muito engraçadas dentro do ônibus que eu estava. Elas, duas eram irmãs e a outra era a filha de uma delas, elas estavam na frente como eu. E uma brigava com a outra, ou por causa da comida que uma comia demais, ou porque a outra bebia muito e tinha uma barriga enorme, uma gostou de um faqueiro que viu no programa da Ana Maria Braga, que custava quatro mil reais...e a outra disse´:
- "Se liga muié, compra faca na feira que custa dez real, e gasta esses quatro mil em uma clínica para você parar de beber, ou compra um barraco e sai do meu".
Na hora a cena da discussão que eu estava vivênciando parecia engraçada, mas depois não! Pensei naquele exato momento por que o desejo daquela mulher de ter um faqueiro de quatro mil reais? por que ela simplesmente não pode ter? ou por que o programa estimula uma pessoa que com um faqueiro daquele ela vai ser mais feliz! E vai? Não.
Ou talvez momentaneamente, ou até algumas vezes em que tiver carne na mesa. E por que um faqueiro atraía tanto aquela mulher? Por que ela não pode ter! E o desejo de ter algo que não se pode ter, fica muito mais forte quando acreditamos que um dia possa termos.

Em um outro dia fui sentada na frente e um motorista muito falante disse ao cobrador olhando uma foto atrás do ônibus que estava na frente de uma casa enorme que dizia:
"Venha ser feliz você e sua família".
O motorista disse para o cobrador:
- Aí sim hein? isso sim é que vida!olha que casona!
Olhou para mim por uns instantes e disse:
- E você moça, não tem carro não?
- Ainda não, mas se Deus quiser em breve!
- Olha só vejo um carro que é a sua cara!
- Ah é?...Qual?
- O "Tuquison", sabe?
- Hmmm, acho que sei, respondi.
- Olha, é esse aí do seu lado.

Dei risada. E achei legal ele me desejar um carro enorme.
E disse:
- Ah mas é muito caro, e quero um carrinho mais simples.
- "Oxi", e você acha que é só o povo que tem dinheiro, esse povo paga anos esses carros... e as vezes nem paga, viu?. Você viu o Michael Jackson, que deixou uma dívida de quinhentos milhões?
- É ? Vi sim!...Mas tenho que descer...
A última pergunta dele foi:
- Você faz faculdade? Tá se formando?...
E eu respondi:
- Ainda não. Mas em breve...Tchau!
Ele não fez faculdade, e pra ele só quem faz faculdade é que pode ter uma casa daquela foto, ou um carro daquele que passava ao nosso lado. Ou até mesmo ter um faqueiro de quatro mil reais. Mas acima de uma casa, um carro ou um faqueiro é preciso ter educação, cultura, arte, saúde, informação, e um bom transporte coletivo para todos!
E de ônibus eu continuarei andando, para ouvir cada vez mais estórias, e poder contá-las.
E se acaso eu comprar meu "Tuquison", foi por desejo do motorista que achava que eu teria ainda aquele carro.