domingo, 26 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Maria menina bonita
sapeca, atrevida
vem me beijar.

O dia já vem raiando
os passaros cantam
pra te acordar.

Maria, põe essa chuteira.
levanta da esteira,
e vai trabalhar.

Maria dança igual criança
chora quando toca a música
que lembra a sua infância.

Mas sempre tenha esperança,
Fé na lembrança, insista na dança,
a vida às vezes pede (mu)danças.

(Natália)

domingo, 5 de dezembro de 2010

pés descalços.

Gota, gota, gorda, caiu da folha e pingou em mim.
parei para sentir, fechei os olhos ouvi o vento.
senti o cheiro da terra molhada, sorri.
os passáros voltando aos poucos, cantando, canto alegre, desperta a natureza, por que a chuva já lavou toda essa beleza, uma quimera para aqueles que se alimentam dela.
meus olhos se abriram, eu vi.
era primavera.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

e nessa correria do dia a dia me perco entre alamedas e avenidas...queria te cruzar em uma dessas esquinas... assim de surpresa, que é do jeito que eu mais gosto, do jeito que me derreto.

domingo, 21 de novembro de 2010

Meu corpo
é testemunha
do bem que ele

me faz....

(Chico)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Por

que agora,
é preciso estar,
só.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

copo vazio.

No centro da roda há uma coluna, uma única coluna vertebral, essa coluna é minha e sua, essa coluna é nossa. é tão profundo que a concentração é extensa, toda aquela roda passa a ser única, uma coisa só. Deixei a minha coluna e no lugar dela entrou uma nova coluna, que através da forma da minha se tornou a sua, é bonito de se ver, eu nunca vou poder ver a minha própria coluna, mas eu posso ver que uma outra coluna pode "ser" a minha coluna, concentração. olho no olho, respira, sente a sua coluna. entregue a ao outro, divida o espaço. "é sempre bom lembrar que um copo vazio, está cheio de ar", abraça, amaça, sente o cheiro, o peso, o medo, entrega-se, a coluna sustenta a bacia, a bacia é livre, caminha, caminha... pé no chão (dedão, dedinho, calcanhar), topo da cabeça, o eixo, pega no pé, alongue, sinta a dor e assuma ela, leveza, beleza, se queixa, se mexa...se doe? abra espaço, o seu corpo pede, seu corpo nada mais é do que você é. olha que emoção, quando você percebe que seu corpo sente, e se ele tá sentindo dor, é por que ele precisa de espaço, exercite isso e dê espaço à ele, respeite-o.

uma palavra: Dignidade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Infância.

Corre, corre, corre,
até que a boca fica seca, e a sensação de cansaço é satisfatória.
"você corre muito rápido, eu não consigo te pegar..."
desisti, mas não sei por qual o motivo tomei aquela decisão,
então ele ainda correndo pela rua de paralelepipedo vai diminuindo a velocidade, e olhando
para trás, era de costume ele fazer isso, correr e olhar pra trás, isso me dava uma baita aflição mas esse costume era dele, era de correr atrás da pipa e ficar olhando para ver onde ela iria cair.
Algumas vezes tentei acompanhar, mas eu sempre ouvia um:
"Cuidado vocês dois!"
Correr era a sensação mais gostosa, eu me sentia um animal, feroz por dentro e totalmente livre, ficava mole quando parava, ele vinha me fazer cócegas até meus pulmões ficarem sem ar.
Íamos caminhando até a casa da Bela, sobíamos as escadas com a ajuda do corrimão, como dois bichos preguiças, sentíamos o cheiro do café que estava sendo passado, do bolo que já havia saído do forno por alguns instantes, corríamos até a cozinha, passavamos pela sala e lá estava o meu avô ouvindo o radinho de pilha bem perto do ouvido, concentrado em um universo só dele; chegávamos na cozinha famintos, lá estava a Bela de costas, nos esperando e terminando de lavar a louça...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

No meu coração eu fiz um lar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E por falar em saudade...

e é viver, mas deixar de viver aquilo que não vivemos mais, é um sentimento presente, mas que remete ao passado, é pensar em cada detalhe. saudade é refletir, é ternura, é amor. a saudade pode ser eterna, ou não, não tem hora pra chegar, não tem como não sentir, não tem como não provar, ela não é só dor, ela pode ser um sorriso, um adeus, uma conclusão, uma foto, um perdão, uma música, um momento, um cheiro, um abraço demorado, um olhar apaixonado...

uma palavra: s a u d a d e.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Meu corpo,

transita,
transforma,

transborda.

sábado, 24 de julho de 2010

meu lado, lado meu.

Por que as coisas caminham nessa direção? por que há dúvidas? há indecisões?
mas é tão simples, e por que complicamos? por que há muitas opções?...
as minhas cores preferidas mudam às vezes, não sei se gosto mais do azul, do roxo ou do preto, ou do vermelho? a cor indica a personalidade? então eu sou a mistura dessas cores, e que cor dá?que personalidade tenho? não gosto de sofrer, mas quem gosta?gosto de chorar, mas quem não gosta? qual o lugar que me sinto mais confortável? hoje, meu quarto. Que pessoas eu quero ao meu lado?o que eu ofereço à elas e o que elas me oferecem?algumas alegrias, gargalhadas, conforto, sabedoria, carinho outras me provocam, me anseiam, me incomodam, por quê? por que sou oposta? mas o que é oposto também me atrai, meu lado não eu. Eu percebo que mudar é importante, é necessário e bom, percebo também que cada fez mais na vida tudo volta para si, repetimos as mesmas atitudes, gestos, e palavras, pode se chamar isso de rotina? meu inconsciente também fala por mim, fala até mais do que eu quero dizer, ou sentir. Fala que o que eu sinto é medo, medo de perder, medo de não ter, de não depender, ato falho?falei, o que sinto, o que penso, me apego em algumas palavras, contextos. Pra quem eu posso me desabafar?guardo tudo pra mim, resumo tudo, e ofereço ao mundo os meus pensamentos,
ah ele pode me ouvir e me ajudar, mas sou eu que faço, que penso, que hajo, sou eu que escuto, que choro, que grito, que falo, que sinto, que mudo.



Não posso deixar de postar aqui uma frase que recebi de uma pessoa mais que especial, ela se encaixa perfeitamente, ela é pra toda a vida...

LINDA :
"A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. A vida não pode ser a festa que esperávamos, mas vamos curti-lá"

terça-feira, 6 de julho de 2010

"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca."

Fernando Pessoa/Cancioneiro.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ainda bem que você existe.

Chegada:

-Cadê a ? Náaa aaaa!? (vovô)


Eu escuto aquele chamado e digo pra mim mesma, meus avós chegaram.

- Acho que ela tá se trocando Edenir, espera! (vovó)

-Márcia (minha mãe). onde era mesmo aquele restaurante que uma vez o Sérgio levou a gente?(vovó)

- No galetos mãe, é la que nós iremos.

Eu apareço e é uma festa, eu fico imóvel enquanto meus avós se deliciam, me amaçando e me dando milhares de beijos, acho que meu avô não tem noção da força que tem, sou magra.
Minha avó pega na minha mão e sinto a sua pele macia, ela vai direto mexer no meu cabelo para ver se o corte que ela fez há duas semanas ficou bem feito, e ficou. Eles entram no meu quarto e observam tudo, como duas crianças que querem ver coisas novas, comentam da minha cama enorme, e do espaço que é pequeno, olham para a foto de um senhor pelado que uma vez roubei em uma festa e colei na parede do meu quarto, meu avô dá uma risada meio sem graça e minha avó acha graça daquela foto, que para ele soa estranho a foto de um velho pelado no quarto da neta, mas para ela pode ser mais divertido.
Meu avô dá a chave do carro na minha mão, e olho e ele diz: "Você é quem vai dirigir", sinto confiança no gesto dele, fico feliz!
Sentamos na mesa ao lado de fora e meu avô morre de frio, ele já tem algumas frescuras que antes não tinha, ele não quer beber mais gelado, então pede uma malzibier para dividir com a vovó, pede a mais quente, onde já se viu?... e eu e minha mãe pedimos uma caipirinha de abacaxi, que estava tão forte que deixei de lado; acompanhei meus avós na malzibier, que é doce que só. Comemos pão de alho, salpicão, arroz a grega, galeto, farofa e vinagrete.

Frase: "Queria que o Ronaldo estivesse aqui com a gente" isso me emociona.

Viemos assistir o fim de jogo aqui em casa, comi um pedaço de bolo que minha avó trouxe, de chocolate com coco, colequei uma meia nos pés da vovó e uma manta quentinha sobre os dois.
Fim de jogo, eles se preparam para irem embora, me apertaram mais algumas vezes, ela me olha e diz:

"Ainda bem que você existe!" sorrimos uma para a outra, nos abraçamos, felizes ao se despedir.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Perguntei à Lua.

Ei lua, posso te fazer uma pergunta?
Você está me vendo daí? por que eu te vejo tão bonita daqui.
Você consegue me ouvir? eu preciso me desabafar com alguém, e eu escolhi você.
Te acho tão parecida comigo, me influêncio nas suas fases, sou feita de fases também, eu já te vi de tantos lugares diferentes, já te vi tão grande, toda amarela, e quando te vi assim, eu tava tão distante de tudo e de todos, eu estava ali te admirando, tão feliz. E quando não te vejo fico te procurando, esperando você aparecer...
To te chamando por que hoje meu coração quase saiu pela boca, e eu queria explodir, quis chorar, parecia que a vida ficou por ali me olhando por trás, então te procurei para me acalmar, e ao te ver suspirei e sosseguei. Eu que fico aqui esperando que as coisas aconteçam, tem como você me mostrar um caminho agora? o apego não quer ir embora.
Você consegue entender e me dizer que fase é essa que eu vivo?
Eu vou cortar meus cabelos, jogar as coisas fora para abrir um vazio e a prosperidade entrar.
Vou amar de um jeito diferente, vou contra a corrente, quando você estiver em oposição ao sol peça para ele me iluminar aqui na terra, pois estou aqui entre vocês dois, igual acontece com você quando está cheia, e posso te ver a noite inteira. você ouve quando eu canto? você está tão distante e parece estar tão perto, você que daí vê todos os amantes de longe, tantas estrelas ao seu redor, ao meu redor também tem muitas estrelas, mas algumas se apagam com o tempo, param de irradiar luz ao meu redor, e não as vejo mais...
As crateras te machucam? eu tenho algumas que me machucam também, mas eu procuro não guardar elas comigo, é melhor assim, ? Fica crescente? só para eu ver o seu sorriso, pra depois eu te ver toda cheia de novo.
Ó lua de quatro fases, que reflete a sua luz através do sol, reflete essa luz aqui pra mim?
Para eu irradiar essa noite, e transbordar minha voz em sons.
Me olhe de onde estiver por que agora eu to pronta!

terça-feira, 11 de maio de 2010

A sala

Está tudo diferente, o sofá mudou de lugar na sala, a mesa de jantar de vidro foi doada para a cozinha, a TV foi para o quarto, o tapete guardado na dispensa, e o abajur foi transferido para o outro canto da sala , a lâmpada foi trocada, agora por uma luz mais baixa; a parede pintada de verde, e então foi pendurado um quadro grande, o desenho, é de uma igreja barroca pintada de giz pastel que realça com a cor verde da parede. Logo um pouco abaixo do quadro, mais para a esquerda uma orquídea foi colocada na mesinha de canto, a mesma que apoia o abajur, a luz é focada na orquídea amarela e na parede verde, que ilumina metade do quadro, e ao olhar passa uma sensação de alegria. Talvez não para o cachorro que sente falta do tapete, de ficar se esfregando nele e tirar uma soneca, o sofá é proibido para ele, mas mesmo assim insisti, pela atracão de ser da mesma cor, ambos são pretos. Mas o tapete branco, já estava ficando amarelo de tanto ele fazer xixi.
A pequena Aurora que irá completar três anos, mês que vem, também sentiu falta do tapete, pois era nele que colocava as suas bonecas para dormir, em compensação, o Bráz que já tem cinco anos não sentiu falta, por que agora seus carrinhos deslizam pelo chão, que antes se atritavam pelo tapete...Os dois fizeram um desenho para pendurar na parede verde, fizeram no chão, agora dá sem o tapete; ela fez um rabisco todo colorido, e ele desenhou um carrinho vermelho enorme, uma pipa, uma bola e ao lado da bola uma flor e escreveu em baixo Aurora.
Aos poucos os três, o Cachorro, Aurora e Bráz foram cada vez mais gostando daquele novo ambiente, a TV já não fazia tanta falta assim, é que agora eles brincam mais, sem se distrair com ela. O tapete, o cachorro que se chama vira-lata esqueceu-o e agora passava a fazer xixi só na grama do quintal, e Aurora como cresceu alguns centímetros, já consegue colocar suas bonecas para dormir no sofá, as vezes acorda-as e coloca na mesinha ao lado do abajur, para dar comida, e Bráz tem toda a sala livre para deslizar seus carrinhos, que as vezes o vira-lata corre atrás, põe na boca e foge, só para Bráz correr atrás dele.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

e se Te consola
então sola.
se Te acalma
então pausa.
se Te seduz
então conduz.
se Te sustenta
então aguenta.
se Te conforta
então suporta.
se Te maltrata
então mata.
se Te espera
então sossega.
se Te chateia
então anseia.
se Te enche
então sente.
se Te surpreende
então contemple.
se Te amarra
então agarra.
se Te machuca
então chuta.
se Te agride
então grite.

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Quando,
se joga,
na minha,
cama.
E quando,
meu coração
se inflama,
porém eu não sei
viver sem,
e fim.

Sem voz, sem som.

É com as mãos que ela fala, as mãos são necessariamente necessárias para ela. Observa-as de maneira admirável e carinhosa, tem mãos leves e macias, os dedos compridos e finos, unhas curtas, meia lua grande, não usa anéis, pois eles atrapalham, ela é surda e muda também. Se perguntarem qual é o maior sonho dela, ela responde espontâneamente, cantar, sem as mãos mas com a fala de um jeito muito estranho, e difícil de se entender...o sentimento não é de dó, e nem pode ser, por que ela não quer que tenham dó, ela não é triste, é alegre e feliz, mas fica irritada quando alguém não entende o que fala, e não é por mal, mas é que difícil mesmo. Peça para falar mais devagar, nem todos sabem os sinais das mãos, mas não se desespere, cautelosamente conseguimos ler seus lábios, que são lindos, a boca larga, e um sorriso belo. Ela não conhece a sua voz, e nunca vai conhecer, e é esse o mistério da vida dela, ouvir a sua própria voz. Desenha tão bem que expressa seus sentimentos agunstiantes através de traços perfeitos, caprichos da mão, que também escreve poesias lindas...

"Aurora da minha vida,
não se afobe não,
se hoje eu não posso cantar,
vou me retocar,
não pintarei mágoas,
nem lágrimas....
fiz essa linda canção,
para que alguém possa cantar, no meu lugar,
e alegrar minha solidão".


(Para Rafael, que a sua vida, seja sempre coloridada, e recheada de alegria!)