"Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
estudar é nada.
O sol doira
sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
como tem tempo não tem pressa...
Livros São papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa que está em indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não saabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...."
(Poesia de Fernado Pessoa / Cancioneiro)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009

Essa foto me lembra dessa tarde, em que eu acordei e fui deitar na esteira que ficava estendida na grama, o sol estava uma delícia. Nessa casa (em Boiçucanga) havia um gato que adotamos para nós e ele vivia dormindo na esteira do meu lado, ficavamos estirados naquele sol da manhã, com uma preguiça...e nessa minha camisa preta ficava toda cheia de pêlos dele. Ele vivia atrás de mim, mas miava muito.
Minha mãe sentou-se na rede e me chamou para que eu fosse para o colo dela, curtir o sol de outono, a luz estava linda. O Neno que era fotógrafo (ex namorado dela) aproveitou e tirou essa foto. O final dessa história, deixo para minha mãe concluir e construir uma frase, que vem à cabeça dela, quando olha essa foto, então perguntei, e ela disse: "Então vou falar, que sempre quando olho essa foto, me vem, INFÂNCIA A MELHOR PARTE DA VIDA".
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